segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Chorume

Um monte de roupas no canto da calçada.
Um cachorro vigia ao lado,
O corpo descansa e a esperança continua acordada.

A claridade invade e mostra notícias
São muitas histórias contadas no mesmo jornal, nenhuma é a dele.
No entanto, é seu jornal quem vivencia cada vão momento, cada noite fria e sem vida...

Levanta! Busca o café!
Seu banquete ambulante está na próxima esquina
Engole sem medo, sem culpa e sem disciplina.
Acaricia o cachorro, carrega sua casa nas costas,
Pega tua maleta da angustia e leva...

Anda no sol!
Se refresca na chuva, derruba uma lágrima,
Encontra um amigo, solta um grunhido...

Entre estátuas e pombos ele caminha sem direção.
Com lembranças amargas guardadas por alguma razão
É um homem perdido, esperando pela vida,
Ele aguarda decepcionado, limpando a nova ferida.

Bárbara G

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