Hoje eu vi um homem saindo da rodoviária, ele engolia um pedaço de pão de queijo e carregada a sua vida em uma mala de rodinhas... Aquela mesma cara de decidido me cansava um pouco, e quando eu estava quase certa de que não precisa ver mais nada, seu olho brilhou com água.
Naquela hora eu realmente quis saber sobre ele e tudo que o cercava, mas ele limpou a gota escondida com a mesma decisão do seu olhar e procurou dos lados por alguém que tivesse visto, como se fosse errado.
E ele se acha decidido demais para mudar, importante demais para errar, vivido demais para aprender e maduro demais para sentir...
E quanto mais tempo passa, menor fica sua bagagem e mais fácil fecha sua mala de rodinhas, porque crescem os anos e diminui a alma.
Quando o homem abre seu casulo de concreto, ele acredita cegamente que ninguém e nem nada é capaz de ensinar alguma coisa para ele, afinal, ele já sabe tudo, não é? Ora, ele ganha até dinheiro!
Pode ser que eu esteja exagerando, talvez seu erro fosse só um, ao invés de deixar o casulo nascer, ele construiu, como todas as coisas que passaram por ele, porque os homens vividos acreditam que as paixões o amor e os sonhos são coisas de jovens imaturos, então eles robotizam tudo... Quando na verdade imaturo é quem racionaliza tudo, porque só vive quem sente.
Bárbara G